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Da cozinha para a escrivaninha: o sabor dos livros
Cláudia de Villar

Em época de crise e incertezas políticas e financeiras a população adota algumas estratégias de sobrevivência. No entanto, em meio a tantos pedidos de respostas e socorros encontra-se o escritor que também, como todo cidadão, tenta lidar com o duelo entre as suas crises particularese as crises da sociedade. Mas como conviver com tamanha ebulição?

Não é fácil. Se em épocas mais amenas o escritor já enfrenta a dificuldade da divulgação e comercialização de seus escritos, o que dizer desse momento? Será que existirá inspiração para produção sabendo que a comercialização será incerta?

Vender e comprar livros sempre foram uma tarefa complicada. Não é como vender um pacote de bolachas. Temos duas ramificações: a fome e a gula pela literatura. Algumas pessoas têm fome por ler. Essas serão leitores ávidos em qualquer situação. Sempre irão separar uma parte de sua renda para a compra de livros. O faminto por ler abdicará do pacote de bolachas para comprar nem que seja um gibi. A fome faz doer a barriga e a alma do leitor. Enquanto ele não saciar sua necessidade de comer ele não sossegará. O alimento é necessário para a sua sobrevivência! Porém, a gula já é diferente. A gula não é necessidade de sobrevivência. A pessoa já está saciada. Não morrerá por falta de alimento. Aqui, o que provoca a vontade de comer são os olhos e o olfato. Se o que o leitor pegar em suas mãos provocar a sua “fome”, estimular o seu desejo de consumo, ele comprará o livro, senão, optará pelo pacote de bolacha ou um cineminha com pipoca e refrigerante.

Portanto, estamos em época de provocar a gula do leitor. Haja criatividade visual! Provocar a fome em pessoas já saciadas de alimento não é fácil. Devemos melhorar os recheios dos livros, modificar algumas receitas da vovó, sovar mais a massa, trocar a farinha e caprichar no tempero. O alimento final (livro) deverá ser mais do que saciador de fome, deverá ser um estimulante de vida. Talvez assim, teremos mais do que “clientes” para degustação, mas fregueses assíduos para deliciosos banquetes e suculentas palavras. Não podemos oferecer simples “petiscos”, mas um cardápio variado e colorido a fim de que tenhamos assíduos “devoradores” da palavra.


02/09/2015

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  Cláudia de Villar

Cláudia de Villar é professora, escritora e colunista. Formada em Letras pela FAPA/RS, especialista em Pedagogia Gestora e em Supervisão Escolar pelo IERGS/RS, também atua como colunista de site literário Homo Literatus e Jornal de Viamão do RS, além de ser pós-graduanda em Docência do Ensino Superior (IERGS/RS). Escreve para diversos públicos. Desde infantil até o público adulto. Passeia pela poesia e narrativas. Afinal, escrever faz parte de seu DNA.

claudiadevillar@yahoo.com.br
claudiadevillar.blogspot.com/
www.facebook.com/claudia.devillar


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