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Literatura

Do primeiro ao último bonde
Celso Gonzaga Porto

FOTO CELSO GONZAGA PORTO

O jornalista ARCHIMEDES FORTINI faz sinal de positivo, ao embarcar no bonde elétrico que faria a última viagem pelos trilhos da cidade. Na porta agarrado ao balaústre, ainda no chão, o  prefeito  municipal na época Eng. TELMO THOMPSON FLORES. De costas, bem à direita na foto de camisa escura,  o então diretor presidente da Carris Engº TELMO JOSÉ BINS.

A contribuição da Carris com o transporte coletivo da capital, inicia em 1865, com a circulação de um bonde de madeira que andava sobre trilhos também de madeira. Já em 04 de janeiro de 1873, oito anos depois, circulou o primeiro bonde puxado a burro. Nesta ocasião, os trilhos instalados já eram de ferro. Foi em 10 de março de 1908, que o primeiro bonde elétrico transitou pelos trilhos da cidade. O jornalista Archymedes Fortini, a convite de Caldas Júnior, iniciou suas atividades no Correio do Povo em 1907. No ano seguinte, o jovem jornalista com 20 para 21 anos de idade, acompanharia as solenidades da inauguração do serviço de bonde elétrico na capital gaúcha.

Faltando dois dias, para completar sessenta e dois anos daquele marco inicial, e depois de acompanhar uma época importante da colaboração da Companhia Carris Porto Alegrense com o transporte coletivo, lá estava novamente o jornalista Archymedes Fortini, agora com oitenta e dois anos, acompanhando a derradeira viagem do bonde elétrico pelas ruas de Porto Alegre.

Várias autoridades acompanharam esta última viagem, entre eles, o prefeito municipal eng. Telmo Thompson Flores acompanhado de assessores, o diretor presidente da Carris, eng. Telmo José Bins e o diretor industrial eng. José Vanário Mistrello. Os bondes circularam naquele 8 de março sem cobrar passagens, transportando a comunidade naquele momento histórico, encerrando um período que marcou a sua época.

O jornalista Archymedes Fortini faleceu em 13 de junho de 1973 (nasceu em 28 de julho de 1887), três anos e três meses após ter realizado a última viagem do bonde elétrico, e faltando um mês e meio para completar a idade de oitenta e seis anos.  

 

Arquivo pessoal de CELSO GONZAGA PORTO
Professor e escritor.  Na época da última viagem, 08 de  março  de  1970,  trabalhava como Técnico Industrial na Carris, e acompanhou a última viagem, fazendo uma reportagem fotográfica pessoal.


12/06/2011

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Comentários:

Celso,
Eu sou o menino loiro de camiseta listrada, que está mais ou menos no centro da foto, com o rosto sombreado.
Um abraço.
Carlos
Carlos Guilherme Allgayer, Porto Alegre/RS 16/04/2012 - 00:15
Por favor Allgayer, se não se opor, gostaria que se identificasse na foto. Tenho mais fotos que bati neste dia e quem sabe, possas aparecer em outras.
Um abraço.
Celso
Celso Gonaga Porto, Cachoeirinha 02/04/2012 - 22:34
Nossa ! Acabo de me descobrir nesta foto como testemunha deste fato na história de nossa querida cidade. Eu tinha 11 anos e estava lá na última viagem de bonde em Porto Alegre.
Carlos Guilherme Allgayer, Porto Alegre/RS 26/03/2012 - 10:50
Andresa.
Não tenho orkut. Terei o máximo prazer em colaborar contigo, para isso, nosso contato pode ser pelo meu e-mail; cgporto@ig.com.br.
Um abraço.
Celso
Celso Gonzaga Porto, Cachoeirinha 28/11/2011 - 11:22
Estou presiçando fazer um trabalho de um de seus livros . Eu tenho que fazer um teatro com mais 3 amigos .Mais 2 gurias e 1 guri .Então se você visitase meu orkut para me dar uma forssinha eu ia agradecer!

O meu orkut é &9829;Desa&9829;Quadros&9829;
Andresa Quadros, Porto Alegre 25/11/2011 - 13:18
Grande amigo Rui Bemfica.
Grande prazer em ter esse re-encontro via virtual. Certamente no final do ano estaremos juntos no almoço que reúne anualmente a "rapaziada" formada em 1966 no Parobé.
O livro ao qual te referes, é o "REMINISCÊNCIAS, DEVANEIOS E PERCEPÇÕES - Fontes vivas da inspiração." Na verdade ele é um apanhado de coisas que escrevi através dos tempos; crônicas, contos, poesias e até letras de músicas. Entre as crônicas, estão três histórias contando coisas da Carris.No preâmbulo e antes dos textos, há um chamativo tentando passar aos futuros escritores, não propriamemnte uma lição, porque escrever, ninguém ensina a ninguém. Escrever é algo que se apresnde a partir de uma veia que nasceu com a gente. Mas, de qualquer forma, foi uma maneira que achei para transmitir a outros, um pouco da experiência porque passei no início da jornada. Acho que irás gostar das histórias.
Um grande abraço e até o nosso próximo encontro.
Celso Gonzaga Porto.
Celso Gonzaga Porto, Cachoeirinha 23/08/2011 - 21:51
Caro colega e amigo Celso:
Desde o nosso encontro de formatura do Parobé, que tenho pensado em adquirir o teu livro, e hoje, me dei conta de procurar na Intenet, não sabia nem do assunto que o livro tratava. Fiquei muito contente em saber que era sobra a Carris, empresa em trabalhaste. O Aldinor há tempos me mandou um e-mail para trocarmos impressões sobreo teu livro, mas eu não havia lido. Infelizmente, o tempo foi passandoe o contato não progrediu.
Me surpreendeu muito saber que o Dr. Mistrello, foi funcionário da Carris, pois sabes que ele foi o meu chefe no DAER, de 1974 à 1978, uma grande pessoa e um eng. que sempre admirei.
Pretendo ir na Feira do Livro e quero comprar o teu livro, penso em encontrar-te na feira aí em POA. Um grande abraço
Rui
Rui Cunha Bemfica, Rio Grande RS 16/08/2011 - 22:51
Olá Karin.
Fiquei satisfeito em ver a sua mensagem. Estive junto ao seu avô naquela última viagem dos Bondes (8/mar/70), ocasião em que fiz uma reportagem fotográfica que guardo em meu arquivo particular. Aliás, presenteei a Carris com uma cópia deste trabalho. Devo ter entre as fotos quem sabe mais uma ou duas de seu avô. Caso queiras receber esse material,por favor, me envia teu e-mail que terei grande prazer em colaborar para as lembranças do teu avô.
Um abraço.
Celso Gonzaga Porto
Celso Gonzaga Porto, Cachoeirinha 16/06/2011 - 07:55
Oi,
Eu sou neta do Fortini e estava procurando uma foto do meu avô no google, pois hoje faz 38 anos que ele faleceu e encontrei o site de vocês, fiquei emocionada com a foto e por saber que ainda o meu avô é lembrado. Mostrei o artigo para a minha mãe, ela uma das filhas mais moças do meu avô.
Abraço,
Karin Fortini Jung
Karin Fortini Jung, Porto Alegre 13/06/2011 - 00:45

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