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Entrevista

"Gaúcho não é melhor nem pior do que ninguém, mas que é diferente, lá isso é."
Marcelo Spalding


O rosto de Marcos Breda é conhecido, e seu currículo, vasto. Atuou em vinte e seis peças de teatro, como "Bailei na Curva", sendo em quatro delas como co-produtor, vinte filmes e vinte e nove trabalhos em televisão ao longo de uma carreira iniciada em 1981.

Em entrevista ao portal, conta como foi o começo de sua carreira, revela sua paixão pelo teatro e reforça sua relação com o Estado em que nasceu.

Artistas Gaúchos: Marcos, hoje és um artista conhecido e reconhecido, mas como foi o início de sua carreira? Imaginavas chegar nesse patamar?

Marcos Breda: O início da minha carreira foi totalmente fruto do acaso, creio. Mas há quem diga que nada é por acaso... Tinha 20 anos e fazia faculdade de Engenharia na UFRGS. Uma amiga me convidou, um dia, para assistir ao ensaio de uma peça de teatro. Fui, gostei do que vi e voltei várias vezes. Até que o diretor (Nestor Monastério) acabou me convidando para fazer figuração no espetáculo. A peça era Marat-Sade e o ano era 1981. Estreamos em março de 1982. Desde então nunca mais parei. Trabalhei em Porto Alegre durante quatro anos, fazendo teatro, cinema, televisão e publicidade, ao mesmo tempo que me formava em Letras na UFRGS e lecionava inglês. Em 1986 fui para São Paulo filmar "Feliz Ano Velho" e depois me mudei para o Rio, onde moro e trabalho até hoje, quase trinta anos depois. Não sei definir exatamente em qual "patamar" eu me encontro. Só sei que poder sobreviver do meu trabalho, com dignidade e prazer, é uma bênção que não tem preço.

O que tu dirias hoje para um jovem que sonha ser ator de televisão?

Diria apenas que ele deveria - antes de fazer televisão - se dedicar a ser um bom ator de teatro. Teatro é a maior das escolas e o lugar de onde o ator jamais deveria se ausentar. E estudar, estudar muito porque ser ator é/pode/deve ser bem mais do que apenas aparecer na televisão.

A propósito, tu preferes televisão, cinema ou teatro? Há muita diferença para o ator?

Considero teatro a atividade mais gratificante e exigente para o ator. Na televisão ou no cinema existem várias instâncias intemediando o contato do ator com o público. Mas no teatro é corpo-a-corpo. Em nenhum lugar o ator é mais responsável pelo resultado final do seu trabalho do que no palco. No cinema e na televisão você precisa ser bom apenas uma vez: na hora que está filmando/gravando. Mas no teatro, bem, você tem que ser bom toda santa noite...

Tu te consideras um artista gaúcho, apesar do sucesso nacional? Acha positiva ou negativa essa identificação com o Estado?

Me considero, desde sempre, um artista gaúcho e brasileiro. Nunca me envergonhei de minhas origens e tenho muito carinho pela minha terra e minha gente. Gaúcho não é melhor nem pior do que ninguém. Mas que é diferente, lá isso é.

Um momento inesquecível da tua carreira.

Produzir e protagonizar a peça Arlequim, Servidor de Dois Patrões. O personagem mais exigente, divertido e apaixonante que já fiz.

Um livro de cabeceira.

Morangos Mofados

Um artista gaúcho que jamais pode ser esquecido.

Caio Fernando Abreu


28/01/2008

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