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Para devolver a capacidade de criar, por Luís Fernando Ferreira - Gazeta do Sul, 02/09/10

O professor sempre fala à eternidade. Ele nunca sabe onde a sua influência termina.” Com essa frase do escritor norte-americano Henry Adams, outro escritor, Walmor Santos, sintetizou seu recado aos professores e estudantes que o assistiram ontem à tarde na Praça Getúlio Vargas, em mais uma atividade cultural da 23ª Feira do Livro de Santa Cruz. O incentivo à leitura na escola é uma das maiores preocupações de Santos, contista e novelista premiado, romancista, poeta e dono da WS Editor – editora porto-alegrense que já revelou ótimos autores gaúchos, como Altair Martins (que estará amanhã na cidade, prestigiando a Feira), Caio Ritter e Luís Dill.

Catarinense, Walmor vive no Rio Grande do Sul desde os dois anos de idade e iniciou na literatura aos 20 anos. Entre seus principais livros, estão a novela A noite de todas as noites (1999) e Arte de enganar o medo (2001), de contos. Um dos seus filhos, Roberto, segue seus passos – aos 22, já tem três livros infantis publicados. “Tive dois ou três professores que me ajudaram muito em relação à literatura”, ele revelou ao público na praça. Para ele, é fundamental que os educadores trabalhem com a capacidade de criação e recriação de seus alunos.

“Hoje se ensina muito conhecimento e pouca criatividade na escola. O que a gente percebe é que nas séries iniciais todas as crianças são criativas, mas no final do ensino médio saem da escola sem saber criar mais nada. Perdem essa capacidade”, lamenta. Por isso, Walmor teve uma bela surpresa na manhã de ontem, quando visitou a Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio Branco, na localidade de Linha Saraiva – dentro do projeto A feira vai à escola. Há mais de um mês os 217 alunos da Rio Branco vinham se preparando para recebê-lo, por uma razão especial: ontem foi a primeira vez que um escritor de renome visitou a escola. “Para nós, foi muito importante a presença dele. Isso estimula na criança o gosto pela leitura”, comenta a diretora, Anne Lore Gollmann.

BATE-PAPO – E o resultado agradou muito o visitante. Por meio de dramatizações, música, pintura e outras atividades, as crianças deram vida a vários textos de Santos. “Elas reinterpretaram minhas histórias do jeito deles. Foi muito bonito”, admitiu o escritor. “No final, ainda me presentearam com uma cesta de verduras e uma cuca enorme”, riu-se. Entusiasmado, à tarde ele manteve o pique na praça, mesmo diante de uma plateia diferente, não tão familiarizada com suas obras. Sem problemas: Walmor Santos manteve um longo bate-papo com as crianças (ele também tem obras infantis, então sabe das coisas). A conversa foi tão estimulante que algumas perderam a timidez e saíram recitando poemas para os colegas, com gestos e tudo. Prova de que literatura é algo contagioso, mesmo.

Veja reportagem

 

Data: 02/09/2010

Fonte: Gazeta do Sul, 02/09/10, Luís Fernando Ferreira

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