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Poeta gaúcha recita poesia em Festival Social de Bologna

O Gruppo 98’ di Poesia de poetas bolonhesas apresentou-se no Festival Social das Culturas Antifascistas, realizado de 29 de maio a 2 de junho no Parque das Casernas Vermelhas, na zona da Corticella, em Bologna. Denominava-se “Rizomas da Existência” o evento interno ao qual foram convidadas as poetas, organizado por Pino de March, poeta e agente cultural de Trentino. Foi entregue simbolicamente ao poeta Roberto Roversi de Bologna o premio nacional de poesia da Risiera de San Sabba com a associação “O pão e a rosa” de Trentino. 

Cada uma das poetas integrantes - dentre as quais a gaucha Berenice Sica Lamas - recitou alguns poemas de autoria própria – de temática “... como remédios contra fobias...” alusão aos medos que o fascismo cria, lembrando que se deve criar filias, ou seja, conhecimentos, aproximaçoes, amizades, para combater tais medos. Os italianos não deixam a memória morrer, sempre alertas aos sinais atuais de praticas fascistas. Preocupam-se muito em combater o racismo, a intolerância, o autoritarismo e as fobias sociais e institucionais – entre as quais xenofobias, homofobias, e outras. Houve intervenção musical com violão e voz durante a recitação dos poemas e uma das poetas espalhou seus desenhos na grama antes de ler seus poemas, obtendo um efeito informal e boni to.

Trata-se de um Festival bastante plural e libertário, autogerido e autofinanciado, com objetivo de debater as praticas atuais de resistência ao obscurantismo e exclusão, e a idéias fascistas e autoritárias que persistem na Itália de hoje, mesmo camufladas. E também de compartilhar e socializar percursos e idéias, experimentar novas linguagens e redesenhar imaginários coletivos. As áreas temáticas eram muito diversificadas: ambiente e território, crise econÿmica, mulheres (gênero), movimentos, imigraçao, historia e memória, escola, neofascismo, criatividade, trabalho, entre outras. As metodologias dos eventos internos também da mesma forma, multivariados: havia debates e conferencias, projeções, mostras e exposiçoes, assembléias, musicas e cantos soci ais, poesias, apresentações de livros e quadrinhos, teatro, workshops, discussões reflexivas não faltando pavilhões/tendas de vendas de alimentos – bar, cozinha - e produtos culturais. Na cozinha prevaleciam as tradições e o vegetariano, muitas mostras de alimentos ecológicos. O teatro do oprimido de Augusto Boal estava presente, na forma de contaçao de sua historia e suas principais idéias, homenageando o autor há pouco desaparecido.

O Festival contou com a participação de poetas, escritores, intelectuais, professores, sociólogos, antropólogos, agentes culturais, músicos, diretores de teatro, artistas em geral, e muito publico. Um Festival bastante politizado. Passeavam por ali etnias e culturas varias.

A temperatura amena da primavera propiciou que vários eventos ocorressem ao ar livre, nos jardins do Parque, entre arvores e plantas, com as cadeiras colocadas na grama e o material improvisado sobre estruturas simples. Havia também acontecimentos em pavilhões, palcos, tendas e um cineforum. Dia 2 de junho é feriado na Itália, comemora-se o dia da Republica.

 

Mais informações sobre Berenice Sica Lamas

 

A presença de Berenice Sica Lamas no portal é um oferecimento de:

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