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Literatura

O mundo vai acabar na sexta-feira
Ana Mello

Na infância, antes do início da vida escolar, todos os dias são ótimos, dias de brincar e de novidades. Nada de estresse ou horários rígidos. Os primeiros compromissos começam na escola e na minha vida foi quando começou a imposição de horários mais rígidos, além dos horários de alimentação e higiene. Hora certa para fazer os temas e estudar também foram agregados ao meu dia e os períodos de diversão ficaram menores. Foi a primeira vez que entendi o conceito de final de semana, e como consequência, poder dormir até mais tarde e brincar mais. Fui introduzida na magia da sexta-feira e no desejo dos dias em que todos pareciam mais relaxados e tranquilos – sábado e domingo.

Entendi também porque meu pai ficava tão mal humorado no domingo à tarde – era o prenúncio da segunda-feira. Ele odiava segunda-feira.

Nunca odiei e passei a adorar quanto fiz, em uma segunda, minha estreia como colunista. Não tenho exatamente um dia preferido, pois minha opção é viver cada dia de uma vez, aproveitando todos os momentos. Claro que sextas são ótimas. Último dia de trabalho na semana para quem não labuta aos sábados, inclusive eu.

Mas há quem tenha um melhor dia para cada coisa. Para ir ao médico, para fazer compras, fazer faxina, fazer dieta, comprar livros. Argumentam que isso tem uma lógica. Por exemplo, nas sextas, todos vão ao supermercado, portanto não é um bom dia. Véspera de dias comemorativos quer dizer – lojas cheias. Faxina no último dia da semana significa fim de semana tranquilo e pronto para receber visitas.

Acho que isso causa frustração, pois nem sempre conseguimos cumprir o planejado e nem por isso as coisas terminam de forma errada ou de maneira desastrada. Poder fazer diferente, pode ser bom. Inovar significa correr riscos, errar, mas fazer sempre tudo da mesma maneira é entediante e sem graça.

Portanto aproveite, dizem que a próxima sexta será a última, pois o mundo vai acabar. Enquanto isso você pode ler, eu recomendo Diálogos Impossíveis, crônicas do Luis Fernando Verissimo.


19/12/2012

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Comentários:

que bom que o mundo não terminou. Assim posso continuar a ler tudo o que a Ana escreve!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Papescu, sap 24/12/2012 - 08:03
Lembrar com precisão de datas é tipico de mulher mesmo, sem machismo neste comentário. Gosto da Ana, acho que foi a primeira autora com quem travei diálogo quando entrei neste mundo internauta. Viu, o acho está ai, bem coisa de homem mesmo. Ah, lembrei, parece que o mundo vai acabar e o meu livro neco. Bueno, tem sempre uma vida depois dessa pra gente voltar e fazer tudo de novo, mais novo. Forte abraço e bom natal (se der tempo).
Marcos de Andrade, Passo Fundo/RS 19/12/2012 - 10:48

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  Ana Mello

Ana Mello é escritora e publica em diversos sites na internet. Escreve poesias, contos e crônicas. É coordenadora do Movimento Poetrix no Rio Grande do Sul. Apaixonada por minicontos, ministra oficinas em cidades como Cachoeirinha e Osório.

anaelyod@yahoo.com.br
minicontosanamello.blogspot.com
twitter.com/anamello


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