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Literatura

A capacidade de expressão e o ensino de língua portuguesa
Marcelo Spalding

Ensinar língua nativa, por exemplo português para brasileiros ou inglês para ingleses, é sempre muito difícil, pois a rigor todos os nativos de uma língua a conhecem desde os dois, três anos de idade (embora todos vivam com a sensação de falá-la erradamente, motivo pelo qual muitos não escrevem um texto por conta própria há anos).

É preciso, porém, entendermos que uma coisa é a capacidade linguística e outra, a capacidade de expressão. A capacidade de expressão é aquela que nos permite narrar fatos, defender ideias, descrever situações, responder complexas questões de concurso, falar com nossos amigos, falar em público, falar ao telefone, etc.

A capacidade linguística, por sua vez, é o conhecimento da estrutura de um idioma em especial, sua ortografia (que é apenas um dos itens do idioma), sua estrutura, seu léxico. Aqui ainda temos a capacidade de interpretação, que exige capacidade linguística, mas também um certo conhecimento de mundo.

Em geral, treina-se nas disciplinas de Língua Portuguesa a capacidade linguística, fazendo os alunos ler, escrever, interpretar, ensinando ou relembrando convenções ortográficas, estruturas sintáticas e morfológicas, etc. Esse conhecimento é infinito, quanto mais se estuda uma língua e mais nos aprofundamos nela, mais dúvidas temos e, por vezes, mais inseguros nos sentimos (quem acha que sabe tudo de seu idioma, procure saber o que é fonologia, etmologia ou pragmática, por exemplo).

O problema é que o público leigo, que realmente acredita que não sabe sua língua nativa, usa isso como desculpa para não exercitar sua capacidade de expressão, o fazendo apenas quando é obrigado a tal, como numa entrevista de emprego. Com isso, não escrevem e até evitam falar em público para não errarem, deixando de praticar aquilo que é o mais importante para qualquer ser-humano: a comunicação.

Para que se deve ter capacidade linguística, afinal de contas, se não for para nos expressarmos, nos comunicarmos?
Claro que algumas pessoas têm uma invejável capacidade de expressão sem necessariamente ter um grande conhecimento linguístico. Nosso ex-presidente Lula é um bom exemplo. Alguns músicos e escritores também demonstram genialidade em suas áreas, ainda que nunca tenham estudo a fundo questões de gramática. Mas parece inegável que quanto mais capacidade linguística tivermos, mais ferramenta para usarmos com nossa capacidade de expressão teremos.

E ter capacidade de expressão, repita-se, é fundamental para sermos bons profissionais, bons cidadãos, participarmos ativamente da sociedade. Ter capacidade de expressão é decisivo para convencer, explicar, contar. Ter capacidade de expressão linguística é, em última análise, o que nos diferencia dos outros tantos animais.


02/02/2012

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Comentários:

Muito bom o teu texto Marcelo, mas a comunicação seja ela escrita ou falada, já algum tempo vem sendo alterada pelos jovens através das gírias exatamente pelo excesso de regras e expressões em nossa linguagem, sendo tudo uma questão de oficializar essa nova linguagem, simples curta e horrível mas de fácil entendimento entre eles, os jovens e até mesmo os mais velhos que viveram os tempos do "chuchu beleza". ABRAÇO .
GERMANO EIFLER T CMC
Germano Eifler, Cachoeirinhars 14/09/2012 - 08:18
Prof. Marcelo, parabéns pelo texto, próprio de uma pessoa especial. Acompanho tuas aulas com muita atenção pela facilidade e a tua forma de encorajar teus alunos a perder o medo de se expressar. Comemoro a minha sorte por fazer parte deste grupo de alunos, obrigado.O teu brilho nos faz bem.
Abraço, Flávio Fernandes.
flavio ricardo cardoso fernandes, porto alegre- rs 22/04/2012 - 20:16
Perfeita explicação sobre a diferença e a importância da linguística, além do conhecimento da língua materna. Mostra a necessidade, não só saber falar ou ler, mas saber o que se fala e o que se lê, e o porquê. Parabéns Prof um Abraço.
Horacilio Vargas, Canoas/RS 19/04/2012 - 20:58
É muito bom ler um texto de alguém que sabe escrever e também se expressar como você. É um dom dominar tanto a fala quanto escrita ou basta treinar? As pessoas leem muito pouco, e por isso devem ter dificuldade de se expressar por escrito.
Estou muito satisfeita co o curso; estou um pouco atrasada, mas vou conseguir! Também pretendo fazer mais cursos. Espero que o valor continue o mesmo...! Obrigada, Marcelo!
Dalva Tatsch Machado, Três Coroas/RS 11/04/2012 - 22:20
Obrigado por a cada encontro,tenha a certeza que para mim é muito prazeroso a oportunidade do conhecimento. Abraços.
cintia de Souza, Canoas/RS 03/04/2012 - 14:23
Prezado Marcelo,
Estou bem atrasada em relaçao ao cumprimento das tarefas,mas nao posso deixar de destacar a simplicidade e a clareza do teu texto, na abordagem de um assunto, ainda em discussao, que e a necessidade de falar e escrever bem para o exercicio da cidadania. Muito bom o texto.Parabens.
Naura Martins, Osorio/Rs 01/04/2012 - 21:09
Entendo que a capacidade linguística,bem como, a capacidade de expressão, deveríamos aprender a desenvolver o correto na infância. Quando criança herdamos, de pais, cuidadores, educadores erros linguísticos, lacunas deixadas pela falta de conhecimento das raízes de nossa lingua mãe. Levamos como vergonha, deixamos de expressar e escrever o melhor que temos. Como vamos expressar o correto se também não aprendemos?
Vera, Jaraguá do Sul,SC 22/03/2012 - 21:56
Tocaste num assunto importante , Marcelo, e atesta tua própria capacidade de expressão.É bom ressaltar essa diferença. É o input e o output da neuropsicologia. Entender, fixar na memória, pode ser uma grande habilidade. Outra é reunir as informações e poder colocar para fora de si, organizadamente, e de modo criativo. As duas são boas, a expressiva nos enriquece. Tens esse dote, aproveitado nesse texto, e sempre gosto muito de te ouvir. Abraço, Vera
Vera Verissimo, POA/RS 17/02/2012 - 18:15
Professor Marcelo

Amei o texto...
Falar a nossa língua e procurar entender as variações linguísticas de cada palavra empregada em contextos diferentes sempre vai depender do nível social em que o leitor ou o comunicante está inserido.As relações sociais intensificam os diversos significados de nossa língua.As diferentes regiões funcionam como um grande laboratório ddas variantes da nossa língua.No entanto para os que a estudam como ciência reconhece em todas as variantes a origem e o significado que lhe é atribuído a apartir da sua etmologia.
Para os nossos alunos o estímulo à pesquisa pode despertar além do conhecimento a apaixão pela nossa língua mãe.
Certamente,teu texto será incluído,em meus comentários com alunos e colegas.Parabéns!
zoraida da silva alves, Canoas 13/02/2012 - 12:33
Concordo em gênero e grau que precisamos falar e escrever bem pra sermos bons profissionais e cidadãos. Todos nós devíamos saber bem nossa própria língua.
ROSANE NUNES, CANOAS 13/02/2012 - 09:30
Simplesmente esplêndido o texto em sua essência. Aprender a escrever, a ler, a compreender, a interpretar , a dar vida...é tudo isso. Sem palavras, cem palavras, mil palavras...Alfabetizados ou não, analfabetos funcionais ou não, leitores ou não, intelectuais ou não. Senhores das palavras e do poder, prestem atenção em cada letra, em cada expressão, em cada sílaba. O saber e a comunicação ainda nos seduz como velhos e bons amigos. " Cem palavras.Sem palavras". Sorte sempre!!!
Rosana Weidmann Corrêa, Porto Alegre/RS 12/02/2012 - 23:15
Mestre,
Não entendia porque Deus abençoava tanto algumas pessoas, mas agora já sei. Elas servem de elo para que outras um dia cheguem lá e desta forma entendam que é através do somatório de suas atitudes nesse mundo que lhes será concedido tal encontro.
Concordo com a Lena Mazzotti também quero e preciso de muitas oficinas na minha vida, pois almejo muito apesar da idade avançada,também sou candidato. Não vou desperdiçar esses meus anos no uniritter, sou um aspirador de conhecimentos.
Tens razão, não exercitamos mesmo, mas para encontrar um par para isso é muito difícil, ou é dentro da faculdade ou então temos que garimpar, e não é fácil encontrar. Obrigado Mestre, Deus planeja tudo.
Sérgio Gomes, Canoas 12/02/2012 - 13:33 12/02/2012 - 14:14
Perfeita explicação sobre a diferença e a importância da linguística, além do conhecimento da língua materna. Mostra a necessidade, não só saber falar ou ler, mas saber o que se fala e o que se lê, e o porquê. Parabéns Prof Marcelo.
Marco Aurélio Santiago, Blumenau/SC 11/02/2012 - 21:47
O texto do Marcelo faz uma abordagem objetiva e pertinente sobre algumas causas que tornam a Língua Portuguesa tão maltratada. Acredito que esse descaso não ocorre apenas no "andar de baixo". Os próprios veículos de comunicação têm castigado o idioma com a tentativa de simplificar a frase para que ela ganhe agilidade a fim de não se "perder" tempo. É só observarmos nos noticiários de rádio e tv a elimiñação dos conetivos, elementos importantes para estabelecer a ligação das palavras na oração. Sugestão ao Spalding: observe essa prática e no futuro aborde o tema.
Hugo PONTES, Poços de Caldas-MG 11/02/2012 - 21:19
Que rico este texto Profº Marcelo, que valiosas e sábias palavras! Arrisco em frisar que nos dias de hoje a maioria das pessoas tem medo de expressar-se, eu já digo que me enquadro perfeitamente na capacidade de expressão, me encontrei em escrever, sendo que automaticamente quando vi a valiosidade da escrita, percebi o quanto era importante a linguística, todavia ousaria falar ainda que o poder da leitura segue à sombra neste texto. Quanto mais existir a leitura na vida das crianças e jovens, a vontade de libertar as idéias e pensamentos únicos irão surgir.
Tatiara Muniz, Porto Alegre 11/02/2012 - 16:28
Fui á uma formatura do ensino médio no ano passado.Um texto mau escrito,lido aos tropeços pelos formandos, não serviu ao propósito, que seria o de informar aos presentes o histórico daqueles anos de escolar.
Nascido no interior, antes das televisões, à mais de meio século, cresci escutando os contadores de histórias,alguns muito bons,mesmo sem nenhuma escolaridade. Sem imagens,tinham que se esmerar para retratar apenas com palavras,lugares e situações.
O conhecimento da língua mestre Marcelo,como você escreve em seu texto faz o equilíbrio entre que nascem com o dom das palavras e os demais,sendo de extrema importância.
Mauro M. Borges, Gravataí 11/02/2012 - 11:52
Excelente texto professor, parabéns!
Eu concordo plenamente que é muito difícil nossa língua portuguesa, mas, não acredito que a capacidade linguística seja mais ou menos importante que a capacidade de expressão, o que não pode acontecer é as pessoas deixarem de se expressar por medo de errar, pois é no erro que mais aprendemos.
Samira B. Aguiar aluna Uniritter Canoas.
samira, Cachoeirinha RS 11/02/2012 - 10:08
Marcelo, parabéns pelo texto

Vem bem a propósito para mim que,. já fiz diversas oficinas, já participei de antologias e sinto na pele o quão pouco sei sobre o nosso idioma que, diga-se, é rico e difícil. Tenho para esse ano o projeto de fazer uma oficina, exatamente, sobre esse tema, porém, não conheço nenhuma. Fica aí a ideia, que com certeza não é só minha.
Abraços
Regina Porto
Regina Porto, Viamão 11/02/2012 - 09:47
O artigo é relevante para uma reflexão sobre a quantidade de aprendizagem que um indivíduo deve possuir mesmo que tenha alcançado êxito na vida.Ou seja, a aprendizagem é permanente, uma vez que atualiza e torna a comunicação entre os seres uma escola que deve ser valorizada. O exemplo do ex-presidente Lula é a sua fácil comunicação, pode levar a pensamentos menores, do tipo: Se ele não estudou muito e chegou a presidente, para que estudar? Engana-se o tolo, pois até o mateiro do interior da amazônia tem notório saber para viver os perigos diários da selva. Vivemos em megalópoles e a comunicação eficaz tende a ser o nosso notório saber.
Antonio Ricardo Penha, Rio de Janeiro / RJ 10/02/2012 - 22:54
Prezado Marcelo, excelente este texto que escreveste! Aproveito a oportunidade para te dizer que, a meu ver, participar de oficinas literárias nos ajuda muito: organizamos as nossas ideias e nos expressarmos melhor, quando desejamos escrever também um texto acadêmico.

Como Bel. em Direito e no Mestrado em Letras que eu cursei, à época de escrever os trabalhos e a dissertação, a expressão das minhas próprias ideias baseada nas dos demais autores que eu lia e que citava, foi a minha maior dificuldade.

Acredito que a prática da leitura de textos e livros dos autores recomendados em um curso de mestrado pode (e deve!) acontecer junto à produção de textos literários.

É uma sugestão para que sejam oferecidas oficinas literárias para o pessoal dos mestrados - não só em Letras. Parece-me importante chamar a atenção para o significado de libertarmos em nós a nossa própria criatividade para que , assim, como alunos/mestres, sejamos também originais e criativos - para além de simples "re-apresentantes" das ideias dos outros.

Abraços,
Márcia
Márcia M. S., Porto Alegre 10/02/2012 - 20:22
Marcelo,
Amei o seu texto de tal forma que, com ou sem a sua licença (obviamente, citando a autoria), vou aproveitá-lo como motivação/incentivo aos meus alunos
no reinício das atividades escolares (27.02).Meu agradecimento sincero. Continue nos ajudando a mostrar aos falantes quanto a linguagem é preciosa na construção de seres humanos mais humanizados.
Dercila Cavassola, Erechim/RS 10/02/2012 - 19:17
Exelente! gosto de ler, pricipalmente ler coisas que me digam algo, que seja claro, aprecio os mais complexos mas as vezes não traz tanto impacto quantos esses que quase grita a mais pura realidade.PARABÉNS!
Mariana Forte Dias, Porto Alegre 10/02/2012 - 17:40
Marcelo,ótimo texto muito claro e elucidativo.Parabéns!É muito interessante para professores de língua portuguesa,que na maioria das vezes não desenvolvem a capacidade criativa do aluno,preocupando-se mais com a gramática,a estrutura da língua,pois o mesmo tem que aprendê-la nos texto falado ,ou escrito.
Suely Braga, Osório -RS 10/02/2012 - 16:47
Parabéns, ótimo texto, como todos que escreves!
Ecilda Simões Symanski, POA-RS 10/02/2012 - 15:35
´Marcelo,
parabéns pelo texto!
Como mesmo disse, quanto mais sabemos,mais necessitamos de conhecimento...aíiii como é díficil essa língua...pra não dizer....não sei nadaaaaaaa.Abraço
Raquel lima, Porto Alegre - RS 10/02/2012 - 13:24
Oi, Marcelo.
Muito bom ler o teu texto.Eu me aposentei como bancária e fui criar Oficinas Literárias. Criei, com minha filha Marla Gass, o projeto Mãos à Obra Literária, onde produzimos oficinas literárias, que têm um "quê" especial: incentivar a produção literária.No início das aulas, pode até escrever "çapato", segundo nosso mestre Alcy Cheuiche.Não importa como a pessoa escreve, o que é importa é que ela consiga se expressar literiamente, consiga contar histórias.Esta é minha tese de mestrado (Unilasalle). Eu percebo que as escolas, os doutos em literatura, chegam nas aulas (e nas oficnas também) com uma pilha de livros em baixo do braço dizendo aos alunos sobre o que falam aqueles livros. Isto inibe-os. Se mandam escrever um texto, antes enchem de regras, o que bloqueia o processo natural de criação.Para nós, o que precisa-se é promover a expressão. Depois a gente corrige gramática, acentuação e estas regras que o português formal requer.Com esta técnica, produzimos livros todos os anos e as pessoas não param mais de escrever e de procurar oficinas para se aperfeiçoarem. É um outro olhar sobre a expressão.
Almeri Espíndola de Souza, Porto Alegre 10/02/2012 - 12:54
Prezado Marcelo Spalding

É com grande surpresa que leio esse texto tão agradável. Sem dúvida, a capacidade de expressão diferencia-nos não só dos animais, mas entre nós próprios, seres humanos! Muito obrigado! Abraços!
André Tarragô Martins, Porto Alegre 10/02/2012 - 12:22
Sua capacidade linguística é notável no momento em que nos apresenta um texto claro, lógico e muito elucidativo. Que sirva de estímulo à leitura e a escrita, hoje tão abandonadas. Obrigada por este presente.
Berenice Rodrigues, Porto Alegre/RS 10/02/2012 - 11:35
Caro Marcelo,
excelente texto, parabéns!
De uma maneira muito clara, o texto distingue as duas formas. Muitas vezes andam juntas e até mesmo, sem percebermos, confundimos seus significados.
E uma verdade foi dita, quanto mais sabemos, mais necessitamos de conhecimento.
Uma sugestão: Uma oficina EAD, com um período mais extendido, para que possamos desenvolver mais e melhor estas duas habilidades, que tal? Sou candidata.
Um grande abraço, meu Mestre e Amigo!
Lena Mazzotti, Canoas 10/02/2012 - 11:33

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  Marcelo Spalding

Marcelo Spalding é formado em jornalismo e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, professor da Oficina de Criação Literária da Uniritter, editor do portal Artistas Gaúchos, autor dos livros 'As cinco pontas de uma estrela', 'Vencer em Ilhas Tortas', 'Crianças do Asfalto', 'A Cor do Outro' e 'Minicontos e Muito Menos', membro do grupo Casa Verde e colunista do Digestivo Cultural. Recebeu o Prêmio AGES Livro do Ano 2008 pelo livro 'Crianças do Asfalto', categoria Não-Ficção, e o Prêmio Açorianos de Literatura em 2008 pelo portal Artistas Gaúchos.

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