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Releitura de obra: um ato de coragem
Cláudia de Villar

Uma releitura de qualquer rabisco que seja é um ato de coragem. Chega-se a esta conclusão, pois qualquer indivíduo “rabiscador” sabe o quanto do emocional foi transferido para aquele primeiro rabisco. Ao pegar um papel ou estar em frente de uma tela em branco o ser, desprovido de amarras, cerimônias e sanções comportamentais despeja toda a sua alma naquelas lindas páginas em branco. O termo é este mesmo: despeja, pois na ânsia de “se livrar” de toda bagagem emocional a criatura despeja palavras, frases, vírgulas e parágrafos. E a consequência inevitável? A releitura dos tais rabiscos.

Reler é muito mais do que ler outra vez. Ler outra vez é um ato mecânico aprendido nas escolas infantis. Ler novamente é passar os olhos e traduzir códigos em sons compreensíveis e decifráveis. Entretanto, reler uma obra recém-escrita é ficar cara a cara com suas excentricidades, suas vontades, seus sonhos, seus medos e seu egoísmo literário: “a obra é minha e eu falo o que eu quiser da forma que eu quiser e pronto!”.

Calma aí, senhor escritor! Há que se tenha mais do que paciência e força de vontade. Há que se ter coragem para enfrentar a si mesmo. Como se os tais rabiscos se transformassem num espelho, naquele momento é necessário olhar para si e procurar as pequenas marcas de expressões que foram surgindo com o tempo. Aquelas marcas que se formaram por tanto repetir as mesmas caretas, as mesmas palavras. Há que procurar pelas manchas causadas pelo sol e pelos mesmos repetidos modos de se dizer coisas iguais ou diferentes. Faz-se necessário ter olhos bem abertos para enxergar tudo o que o espelho quer mostrar. E haja coragem para abrir os olhos e ver o que o coração faz questão de não olhar.

Portanto, releitura é arregalar os olhos, rasgar o coração, atravessar a ponte do EU e aproximar-se do leitor. Releitura é ler com os olhos do outro, é desprender-se dos gostos pessoais, hábitos e censuras. Reler é reVer conceitos e viajar pela possibilidade do e se...” .


10/07/2017

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  Cláudia de Villar

Cláudia de Villar é professora, escritora e colunista. Formada em Letras pela FAPA/RS, especialista em Pedagogia Gestora e em Supervisão Escolar pelo IERGS/RS, também atua como colunista de site literário Homo Literatus e Jornal de Viamão do RS, além de ser pós-graduanda em Docência do Ensino Superior (IERGS/RS). Escreve para diversos públicos. Desde infantil até o público adulto. Passeia pela poesia e narrativas. Afinal, escrever faz parte de seu DNA.

claudiadevillar@yahoo.com.br
claudiadevillar.blogspot.com/
www.facebook.com/claudia.devillar


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