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Etiqueta e plágio no digital
Paulo Tedesco

A palavra Etiqueta, segundo o dicionário Aurélio, 2ª Edição, Editora Nova Fronteira, deriva do francês étiquette, e tem, entre outras, por definição “regra, norma, estilo”, e de acordo com outro dicionário, o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, 2ª edição, Editora Lexikon, também pode ser entendido como “hábito, comportamento, moda”.

Mas étiquette nada seria ou pouco seria se não houvesse um público para referendá-la. Sem público, não há, necessariamente, etiqueta – mamãe já dizia: em casa quase tudo pode, mas diante de estranhos há que saber se comportar, ainda que se desgoste.

Então, por que um autor que vive da atividade de tornar público o que escreve, tendo a internet e as redes sociais ao toque de um clique, o mundo, literalmente, a seus pés, não haveria de adotar uma etiqueta sobre aquilo que faz como seu viver?

A etiqueta informal da internet, por exemplo, diz que ao usarmos todas as letras como maiúsculas ou caixa alta, numa palavra, significa que estamos GRITANDO na mensagem. Pois esses códigos também se aplicam ao publicarmos sem maiores critérios na internet.

A etiqueta do virtual, para qualquer autor – algo que talvez mereça outro bom artigo para melhor detalhá-la –, significa também gerenciar o que se publica, e ter o controle do que se divulga. E por controle se entende uma estratégia para que seu público compreenda quem de fato é esse autor por trás de cada palavra, se é um cronista, poeta, romancista, contista, ensaísta, e se é alguém que tenha conteúdo, que saiba ter posicionamento, ou seja, que tenha respostas para situações e perguntas próprias, diferenciadas, sem medo de se mostrar um intelectual consciente do seu dever.

Nessa étiquette autoral, por outro lado, não se pode ignorar o plágio ou o uso não autorizado daquilo que se publicou sob autoria de quem não seria de direito.

Você, autor ou autora, que publicou um texto de ensaio acadêmico num PDF e disponibilizou abertamente na rede, tenha consciência de que seu ato foi de total benevolência para quem deseja fazer uma cópia total e irrestrita, e que poderá inclusive republicar com outra autoria que não a sua. Faça uma pesquisa e coloque um parágrafo de seu texto ou somente seu título num site de buscas e depois nos diga, através dos comentários abaixo, o que ocorreu.

Por isso é que nos dicionários há regra, norma e estilo, a definirem a palavra etiqueta, para que tenhamos consciência profunda de tudo que se publica, e que tenhamos bons hábitos e boas práticas diante da liberdade de nossas ideias ao emiti-las por escrito e no ambiente digital. E que fiquemos com a consciência tranquila, porque, muito possivelmente, alguém reutilizará livremente esse texto – basta que o autor saiba que isso é possível.

Revisado por www.ngservicoseditoriais.com


14/04/2016

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  Paulo Tedesco

É escritor de ficção, cronista e ensaísta, atua como professor e desenvolvedor de cursos em produção editorial e consultoria em projetos editoriais, também como orientador em projetos de inovação em diferentes setores. Trabalhou nos EUA, onde viveu por cinco anos, nas áreas de comunicação impressa, indústria gráfica e propaganda. É autor dos livros Quem tem medo do Tio Sam? (Fumprocultura de Caxias do Sul, 2004); Contos da mais-valia & outras taxas (Dublinense, 2010) e Livros: um guia para autores (Buqui, 2015). Desenvolveu e ministra o curso de Processos Editorais na PUCRS e coordena o www.consultoreditorial.com.br atendendo autores e editores. Pode ser acompanhado pelo seu site, pelo Facebook ou pelo Twitter.

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