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Sonhar não custa nada, mas realizar, sim
Cláudia de Villar

Após o sonho em ser um escritor, a criatura decide dar o próximo passo: escrever. Obviamente, para o escritor de primeira viagem, o primeiro livro tem um “Q” de glamour. Parentes e amigos ficam ansiosos com o dia do autógrafo, pais ficam orgulhosos de seus filhos escritores. O próprio escritor estufa o peito diante da perspectiva em se tornar um conhecido escritor.
Realmente, sonhar não custa nada. Tão bom ficar imaginando o dia da sessão de autógrafos, pensar naquela fila gigantesca. Todos ávidos por ler a sua obra. Mas os sonhos acabam na publicação, divulgação e comercialização da obra. Produzir um livro não é barato. Nem para editoras e nem para autores individuais.
 
Escrever passa a ser a parte menos penosa ao se deparar com a publicação e seus valores. Dependendo do papel utilizado, do tamanho da obra, se tem ou não ilustração, da quantidade de exemplares e da editora ou gráfica escolhida, ser escritor “publicado” passa a ser um martírio. Nesse momento, a tão sonhada fila gigantesca no dia da sessão de autógrafos passa a ser um pesadelo. O escritor e a editora precisam vender os livros.
 
Na segunda publicação, já com o pé mais no chão, o escritor sonha menos, deseja que o segundo livro o tire da enrascada financeira da primeira publicação. Uma vez que ele já é “conhecido”. O problema é que dessa vez ele já não é mais a “novidade” para os amigos e o orgulho dos pais se transformou em longos conselhos sobre as finanças do país. E, dessa forma, o tamanho da fila de autógrafos diminui. Mas o escritor é um sonhador e ele quer persistir no seu sonho e lá vai ele, publicando o seu segundo livro.
E assim por diante o autor quer sonhar. Ele sente uma necessidade física em escrever e em publicar. É um sonhador. Um sonhador com dívidas, muitas vezes, mas um incorrigível sonhador.
 
Nas próximas publicações (porque ele não para de sonhar) ele já tem os pés mais no chão, porém permanece com as asas lá do princípio em que ele voava nas nuvens imaginando-se um grande escritor. Entretanto, dessa vez, o tombo é menor e ele corre menos riscos (às vezes), mas segue dormindo com cadernos e computadores e sonhando com o dia em que as dívidas não mais interromperão os seus sonhos de escritor.

03/02/2016

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  Cláudia de Villar

Cláudia de Villar é professora, escritora e colunista. Formada em Letras pela FAPA/RS, especialista em Pedagogia Gestora e em Supervisão Escolar pelo IERGS/RS, também atua como colunista de site literário Homo Literatus e Jornal de Viamão do RS, além de ser pós-graduanda em Docência do Ensino Superior (IERGS/RS). Escreve para diversos públicos. Desde infantil até o público adulto. Passeia pela poesia e narrativas. Afinal, escrever faz parte de seu DNA.

claudiadevillar@yahoo.com.br
claudiadevillar.blogspot.com/
www.facebook.com/claudia.devillar


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