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Viagem ficcional, uma boa idei

Viagem ficcional, uma boa ideia
Léo Ustárroz

Soube por um turista coreano, na Copa do Mundo. Disse já ter estado no Brasil em viagem ficcional. Diferentemente das viagens reais e das virtuais, em que ambas visam exclusivamente experiências turísticas,  viagem ficcional surgiu da criação literária. Deve trazer informações verdadeiras sobre os locais visitados, mas também, e principalmente, permitir ao autor a criação de ficções, que não são propriamente inverdades, pois não podem confrontar a realidade e devem ter forte verossimilhança.

Por ex., ao viajar ficcionalmente a Portugal, não podemos mais encontrar Saramago — falecido em 2010 —, mas podemos ter um encontro inesperado e interessante com seus personagens, como tive com Marta, a filha de Cipriano Algor, de “A Caverna” — uma ficção —. Mesclando relatos jornalísticos e narrativas ficcionais, desenvolvemos criação literária, conduzindo o leitor por novas experiências.

Isso pode ser feito indo a lugares nunca dantes visitados, mas também a locais já conhecidos, e também num passeio em sua cidade, ou uma ida até a praça mais próxima. Para aproveitar a curiosidade e habilidades de navegação na internet e o desenvolvimento da escrita criativa, essa é uma nova opção ao alcance dos professores, levando seus alunos de qualquer nível a viajar e escrever.

Simultaneamente ao crescente interesse das pessoas em viajar ficcionalmente, também as cidades tem investido em conteúdos na internet, por entender que essa divulgação abre as portas para o turismo presencial. Através de aplicativos como o streetviewpodemos caminhar nas ruas, observar os prédios, encontrar uma cafeteria simpática e, enquanto a tecnologia não nos serve um café online, tomaremos um café ficcional.

Como voluntário de um programa de viagens ficcionais, visitei São Tomé, Luanda, Maputo e Lisboa com arredores, escolhi voos e hotéis,aprendi muito sobre países não conhecidos, revisiteilugares já estados, encontrei pessoas, decidionde comer e passear, como qualquer turista faria. Mas também relatei — em blog e Facebook — e construí personagens, com quem tive momentos e conversas agradabilíssimas e enriquecedoras. Foi uma experiência e tanto, e, ao voltar, senti saudades.


04/12/2015

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Comentários:

"...desenvolvimento da escrita criativa..." Isto aí, Léo !! Isto é o que queremos ler. Ninguém quer textos com aquele frio compromisso com a verdade. Ainda mais em viagens ficcionais. Se até em viagens reais nos deixamos levar pelo sonho, subimos no Empire State Building já que as Torres Gêmeas não existem mais, abafando assim aquela dura realidade. Deixemos este realismo para os repórteres. Queremos arte na escrita já. E temos mais é que apoiar os professores (nossa última esperança). Aliás, comparando a tua arte com a minha, a escrita com a fotografia, há pontos convergentes entre as duas: eu uso a luz e tu a reflexão, por exemplo. Outro exemplo? Em ambas, fazemos uma extensão da realidade, enfeitando a descrição, no teu caso, e eu fazendo um pouco de "photoshop" na imagem. Ora, Léo, nem mesmo o pescador das minhas fotos come o belo peixe que fisgou, crú. Ele o tempera, leva ao forno e o apresenta à mesa em um prato rodeado de complementos. Muito mais gostoso!! Em fotografias, e imagino que em textos de viagens ficcionais também, não se quer ver um retrato fiel da paisagem, da cidade, mas algo que te provoque emoções, como se estivesses lea, vivenciando o "clima". Uma cópia fiel da realidade, seja por escrito ou por fotografia, não merece o esforço da crítica. Mereceria sim uma auditoria, para ver se tudo que foi descrito ou fotografado traduz com fidelidade a cena do crime, sem tirar nem pôr.
Parabéns Léo. No futuro, quando estes alunos já estiverem escrevendo de forma criativa, vamos gostar muito mais de ler.
Abaetê, Uruguaiana/RS 14/12/2015 - 17:38

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  Léo Ustárroz

Léo Ustárroz nasceu em 1952, natural de Bagé-RS. Com formação em Engenharia Química pela UFRGS e Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, é empresário, bloguista, e contribui como articulista em jornais locais e sítios eletrônicos.

leoustarroz@jus.adv.br
leoustarroz.blogspot.com


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