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Entrevista exclusiva com Nei Lisboa
Rafaela Ely

Nove discos, dois livros, 30 anos de carreira e 50 anos de vida. Esses são os números do cantor, compositor e escritor Nei Lisboa. Natural de Caxias do Sul, Nei Tejera Lisboa fez suas primeiras apresentações em Porto Alegre, no ano de 1979, com os espetáculos Lado a Lado e Deu pra ti, anos 70.

Quatro anos mais tarde, em 1983, lançou Pra Viajar nos Cosmos Não Precisa Gasolina, seu primeiro disco. Depois disso vieram Noves Fora, Carecas da Jamaica, Hein?!, Amém, Hi-fi, Cena Beatnik e Relógios de Sol. Seu último CD é Translucidação, de 2006.

A primeira incursão no mundo da literatura aconteceu em 1991, com o romance policial Um Morto Pula a Janela, traduzido para o francês dez anos depois. Em 2007, publicou seu segundo livro, É Foch. A obra reúne crônicas originalmente publicadas no jornal Extra-Classe e na Zero Hora, entre fevereiro de 2000 e novembro de 2006.

Ao longo de 2009, ele tem feito diversos shows de comemoração do seu cinqüentenário e dos 30 anos de carreira. Em abril, apresentou no Teatro do CIEE o espetáculo Lado B, só com suas canções menos conhecidas. Descontraído no palco, conversou bastante com o público e atendeu a seus pedidos.

Desde o ano passado, Nei disponibiliza todas suas músicas na Webvitrola. A ferramenta, disponível em seu site (www.neilisboa.com.br) é um programa bem leve que permite o usuário ouvir toda sua obra, desde que esteja conectado a uma banda larga. O show do CIEE marcou também o lançamento da versão 2.0 da Webvitrola, que passou a se chamar “Webvitrola Cliquenococo” e tem mais opções de uso, como vídeos de shows, cifras para violão, etc. No seu Neilisblog, o artista já avisa: “Toda a interface, não apenas o conteúdo, é auto-atualizável. Assim, o usuário deve se preparar para, num instante qualquer em que acessar a WVCC, deparar-se com a oferta de novo canal de vídeo, ou um novo ‘coco’ como imagem de capa.”

Para fechar as comemorações de 2009, será lançada, no segundo semestre, uma caixa com CD e DVD ao vivo, além de um documentário produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre.

Qual a importância de comemorar 30 anos de carreira junto com os 50 anos de vida?
É um tempão, né? Tô ficando um senhor de respeito, de cabeça bem branquinha... Um amigo meu dizia sempre que a vantagem de envelhecer é poder dizer bobagem que ninguém repara mesmo, todo mundo releva como "isso é coisa de velho". Então estou experimentando, e gostando....

Como vês a tua carreira durante esses 30 anos?
Muito bem, acho que já deixei alguma coisa pra ser lembrado, agora e no futuro, como alguém que fez diferença, provocou emoções e atitudes. É pra isso que serve a música popular, então estou realizado.

Muitos músicos, depois de consagrados, se acomodam e passam a tocar apenas seus "hits". Tu não. Porque tu fazes questão em tocar tuas músicas "Lado B"? Fazes isso pensando mais em ti ou no público?
Fiz o "Lado B" justamente pra fugir dessa acomodação. A gente, no mais das vezes, está obrigado a tocar o que o público quer ouvir, e que são as músicas mais batidas. Fiz por mim e por quem quisesse conferir, e funcionou muito bem. Dava pra fazer até um "Lado C", acho...

Ao entrar no palco, a sensação é a mesma de quando estavas começando tua carreira?
A mesma alegria, mas com menos temor do palco, que o tempo vai deixando a gente tarimbado.
 
Qual a diferença de tocar com banda e convidados e tocar sozinho? Tu preferes um ou outro?
Ambos tem o seu lugar. Tocar sozinho é ótimo pela liberdade de improvisar o roteiro, conversar bastante com a platéia, funciona especialmente em teatro. E com a banda, tem claro o acréscimo sonoro, o prazer de ouvir e de tocar com outros músicos.

Como tu vês teu público? É o mesmo de 30 anos atrás?
É o mesmo, 30 anos mais velho e acompanhado dos filhos e netos...

Como é o público de fora de Porto Alegre. Existe alguma diferença em tocar "em casa" e fora?
Toco muito pouco fora daqui, e mesmo nas esticadas para SP ou Rio, sempre a maioria da platéia é gaúcha. Então estou sempre em casa...

De onde saiu a ideia da WebVitrola?
Como todo mundo, estou tentando me situar em novos referenciais de distribuição da música. Dentro disso, a Webvitrola é uma ferramenta que eu venho construindo e explorando no último ano, e que tem muitas possibilidades de uso. Pra começo de conversa, disponibiliza a que acessa a internet todos os meus CDs, inclusive o que estava fora de catálogo. A nova versão tem também recursos de vídeo e de transmissão ao vivo, portanto ainda vou ter muito com o que brincar pela frente...

Como vai funcionar a transmissão ao vivo? Qual o conteúdo? Tens ideia de quando será lançado esse suporte?
Pode ser tanto um show ao vivo quanto um peixe nadando num aquário... Não pretendo ter um compromisso jornalístico sério e regular, uma grade de programação... Vou inventando pequenas coisas, sem muita pressa, que nos próximos meses vão entrando no ar.

Tu achas que a internet é uma ferramenta válida para os músicos? Concordas com essa história de download, etc.?
 A internet é ótima. Sou usuário e fã do mp3, e tenho convicção de que esse é um caminho sem retorno, já nos transferimos do mundo do CD e da loja física (que vai sempre conservar um nicho para si, é claro) para essa outra realidade. Só não vê quem não quer aceitar.

Há planos para um novo disco? E livro?
Há planos para um novo trabalho musical, mas que bem pode ser um lançamento exclusivamente pela rede. Livro, vou continuar lançando o "É Foch!" pelos próximos dez anos, e aí sim escrever outro...


08/07/2009

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